quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

OBESIDADE Cont.

INDICADORES DE ADIPOSIDADE

Nível de Atividade Física (NAF)

Para Matsudo et al. (2002) a inatividade física é o fator de risco de doenças crônicas não transmissíveis mais prevalente na população. Dados epidemiológicos da população da Finlândia revelaram uma prevalência de sedentarismo de 71%, ultrapassando as taxas de outros bem conhecidos fatores de risco como o fumo (35%), a hipercolesterolemia (26%), a hipertensão arterial (15%) e o excesso de peso corporal (37%). Infelizmente, este fenômeno apresenta o mesmo comportamento quando a prevalência desses fatores foi analisada na população brasileira. Desde os textos clássicos gregos, romanos e orientais, a atividade física tem sido mencionada como instrumento de recuperação, manutenção e promoção da saúde. No entanto, só recentemente estudos epidemiológicos conseguiram apresentar com maior clareza essa associação. O sedentarismo não representa apenas um risco pessoal relacionado com enfermidades, tem um custo econômico para o indivíduo, para a família e para a sociedade (MATSUDO et al, 2002).
Ainda de acordo com Matsudo et al. (2002), mais de 2 milhões de mortes por ano podem ser atribuídas à inatividade física, em função da sua atuação no aumento das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), que corresponderam em 1998 por quase 60% das mortes (71,7 milhões) no mundo; índice que alcançaria 73% em 2020 se forem mantidas as tendências atuais. O pior é que 77% dessas mortes acontecem em países em desenvolvimento.
Atividade física é definida por Mascarenhas et al (2005) como qualquer movimento produzido pelos músculos esqueléticos que resulte em gasto energético, onde o gasto energético diário total (GET) pode ser entendido como a soma de três itens, sendo eles: o gasto energético de repouso, ou taxa metabólica de repouso, o efeito térmico dos alimentos e o gasto energético com atividade física. O gasto energético de repouso responde pela maior quantidade de energia consumida pelo nosso organismo, excetuando-se os gastos com atividades aeróbicas de alta intensidade, e é definida como a quantidade de energia necessária para a manutenção de nossas funções vitais. Mudanças neste estado de repouso do organismo, fazem surgir o gasto energético com atividade física (GEat), que varia de acordo com a atividade desenvolvida e o peso do indivíduo. O GEat é obtido através da diferença entre gasto energético diário total e a taxa metabólica de repouso (GET-TMR). Já o nível de atividade física (NAF) seria obtido através da divisão do gasto energético diário total pela taxa metabólica de repouso (GET/TMR). Segundo o autor vários estudos apontam estes indicadores e a sua relação com o desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas do organismo entre elas a obesidade em crianças e adolescentes. Porém a utilização de preditores de adiposidade, como o índice de massa corporal (IMC), relação cintura/quadril (RCQ) e percentagem de gordura corporal, vêm sendo aceitos pela literatura, como indicadores para a prevenção da obesidade (MASCARENHAS et al, 2005).

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