sábado, 22 de maio de 2010

OBESIDADE INFANTIL



A OBESIDADE INFANTIL

Parte 1


Segundo a organização Pan-Americana de Saúde, a obesidade infantil já apresenta dimensões epidêmicas em algumas áreas e crescentes em outras. No mundo, existem 17,6 milhões de crianças obesas com idade menor que cinco anos (OPAS, 2003). O Surgeon General, a maior autoridade governamental em saúde dos Estados Unidos, afirma que o número de crianças obesas dobrou e o de adolescentes obesos triplicou naquele país desde 1980. Trata-se de um problema global que atinge paises em desenvolvimento, entre eles o Brasil. Na Tailândia, por exemplo, a obesidade na faixa de 5 a 12 anos aumentou de 12,2% para 15,6% em apenas dois anos, (OPAS, 2003). No Brasil, identifica-se entre crianças e adolescentes um aumento do excesso de peso em ritmo acelerado, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que em 1974, observava-se uma prevalência de excesso de peso de 4,9% entre as crianças de 6 a 9 anos de idade e de 3,7% entre os adolescentes de 10 a 18 anos. Já em 1996-97, observou-se 14% de excesso de peso na faixa etária de 6 a 18 anos em nosso pais (BRASIL, 2006).
O Ministério da Saúde descreve a adolescência como um período de constante transformação, tanto biológica quanto psico-social, nas quais os hábitos alimentares desempenham um papel importante. O diagnóstico nutricional nesta faixa etária apresenta uma dificuldade adicional, uma vez que a maturação sexual influencia a interpretação dos resultados. Adolescentes de mesma idade, sexo, massa corporal e estatura encontram-se em momentos diferentes de maturação sexual. O grande aumento do crescimento físico que ocorre na puberdade recebe o nome de estirão puberal. O ganho de estatura na adolescência corresponde à cerca de 20 a 25% da estatura final adulta e 50% do peso corporal. A composição corporal também sofre alteração neste período em relação à quantidade de massa magra, percentual e distribuição de gordura, aumentando ainda mais as diferenças entre meninos e meninas. Os dados acima apresentados demonstram a relevância da obesidade como problema de saúde pública (BRASIL, 2006).
Estas informações além de importantes são muito preocupantes, pois vários estudos apontam a associação da obesidade com outras doenças como: a diabetes mellitus do tipo 2, a hipertensão, o infarto do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a dislipidemia. Desta forma devemos encarar com toda seriedade a questão do aumento dos índices de obesidade no mundo, e darmos a devida importância a estudos que buscam identificar fatores que influenciam para o surgimento da doença, bem como as estratégias que possam ser utilizadas para sua prevenção (BRASIL, 2006).
Estudos como o de Mascarenhas et al. (2005) nos mostram que as mudanças no estilo de vida, principalmente nas zonas urbanas, poderiam estar causando mudanças socioculturais que acarretariam alterações nos níveis de atividades físicas de nossas crianças e adolescentes, e que estas mudanças seriam responsáveis pelo aumento no número cada vez maior de obesos nestas faixas etárias. Este mesmo estudo nos traz também informações sobre o risco aumentado de uma criança ou adolescente tornarem-se adultos obesos (Mascarenhas et al, 2005).

3 comentários:

  1. Fiquei com pena das crianças acima.Parecem pãezinhos tristes... Pai, mãe acordem chega de leite ninho,toddynho e mucilon.Acabem com as mamadeiras noturnas.Deêm frutas, verduras,carnes brancas, sucos naturais,grãos...Tudo isso em quantidade moderada.Vez ou outra alguma guloseima,em pequena quantidade.Boa sorte gorduchinhos quero ver vocês bem saudáveis!

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  2. Ah... já ia me esquecendo! Vamos nos mexer mais? 2 horas por dia de tv e 1 hora de passeio no parque=diversão e saúde.Mexam-se geração internet.Abraços a todos!

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  3. Concordo com o anonimo.O Ninho tem muita gordura.O ideal seria trocar pelo leite de soja ou melhor ainda, o leite desnatado que contem os mesmos nutrientes, com a vantagem de ser menos calorico e gorduroso.

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